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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Carta ao Prefeito

Exmo. Sr. Prefeito Eduardo Paes
AC/ Presidente da Comissão Parlamentar
Da Democratização da Comunicação e da Cultura
Sr Verador Reimont
Rio de Janeiro, 10 de Junho de 2011.

Prezado Prefeito,
Sabedores de vosso honrado espírito de homem público, representando corpo e pensamento de nossa cidade e cidadãos, venho solicitar vossa apreciação ao assunto levado por nós ao senhor Vereador Reimont, refiro-me ao importante projeto de memória da arte educação carioca e brasileira, o acervo, legado e instituição da artista plástica e arte educadora Maria Teresa Vieira (1932-1998), patrimônio cultural material e imaterial preservado pelo Centro de Arte homônimo que dirijo, e com mais de 400 obras de arte, além de centenas de manuscritos que documentam pensamentos e reflexões da artista educadora sobre o papel transformador da arte educação, estão em risco de ir para um depósito da Prefeitura.
Portanto venho encarecidamente solicitar reavaliação da Notificação de Desocupação (nº496/2011), datada de 27 de maio de 2011 e assinado pelo Superintendente de Patrimônio Imobiliário/SMF, e propor a Prefeitura do Rio de Janeiro o reposicionamento de uma nova parceria no intuito de consolidar o Centro de Arte Maria Teresa Vieira como importante referência da arte educação brasileira, oferecendo alta qualidade no ensino de arte educação e artes visuais, um poderoso instrumento de consciência individual e de formação de cidadania.
Alagoana, radicada no Rio de Janeiro desde seus 18 anos de idade, quando chegou sozinha e com uma bolsa de estudo concedida pela Câmara Municipal de Maceió, em 1950, para estudar na Escola Nacional de Belas Artes, a artista foi a pioneira na vanguarda da reabilitação social através da arte, da arte terapia e da educação inclusiva e formadora de várias gerações de artistas. Afirmar que ela foi a mais atuante arte educadora do país, em 46 anos de magistério e 50 de artes visuais, pareceria suspeito e redundante por ser seu filho, se, quem estivesse ao meu lado e assinando embaixo pelo que ela representa e pela seriedade e legitimidade de nossa instituição, não fossem pessoas tão comprometidas com a verdade de um tempo, com a arte e a cultura do Rio de Janeiro, como o são Ziraldo, Fernando Pamplona, Ferreira Gullar, Pedro Cardoso e Bili Blanco, Vitor Ortiz e Carlos Minc, como tantos outros reconhecidos e anônimos vivos, amigos ou filhos da arte de Maria Teresa, bem como Carlos Drummond, Rubem Braga, Jucelino Kubichek, Faiga Ostrower, Djanira, Edson Mota, Augusto Rodrigues, Walmir Ayala e tantos outros reconhecidos e anônimos que continuam através da suas obras e legado.
Manter o  Centro de Arte é garantir a MEMÓRIA da cidade e preservar seu patrimônio cultural, refletindo a expectativa de diversos segmentos representativos da sociedade carioca e da comunidade de seu Centro Histórico, no pioneiro empreendimento privado, com doações da iniciativa privada, alunos e amigos,para a reconstrução de um imóvel próprio municipal que estava em ruínas devido a um incêndio, contribuindo na revitalização cultural da Rua da Carioca e Praça Tiradentes. E não paramos por aí, proporcionando também a primeira construção da Praça João Calvino/espaço Guignad, com isso conquistando respeito, admiração e total apoio da a comunidade de moradores, lojistas e instituições culturais da região.
Portanto, O Centro de Artes representa uma iniciativa embrionária no processo de revitalização da Praça Tiradentes, constituindo-se um EMPREENDIMENTO DE VANGUARDA, em uma época em que a Praça e o seu entorno apresentavam um retrato de abandono.  

Felizmente a Prefeitura acreditou nas potencialidades do projeto da artista e sua instituição que beneficiou centenas de artistas e milhares de estudantes de forma gratuíta, porém, após sua morte, a ausência pela Prefeitura, de uma resposta em relação ao pedido de revisão contratual, engessou o Centro de Arte e inibiu quaisquer ações de auto- sustentabilidade, mas, representa um equipamento pronto, em atividade. Portanto, dentro do contexto de revitalização pelo qual a Praça Tiradentes passa hoje, e com o apoio professores de Belas Artes, artistas, educadores, Escolas Estaduais e Municipais da Rede Pública de Ensino aos quais desenvolvemos parceria, setor de museologia da UFRJ, UERJ, Uni Rio, Rotary Clube, Museu de Imagens do Inconsciente, Hospital Pinel, as Coordenadorias de  Assistência Sociais/Rj., Fundação Lar Escola, Desipe, Fundação Santa Cabrini, Associação de Arte Educadores do RJ, Confaeb, a Sociedade dos Amigos da Rua da Carioca e a Associação dos Comerciantes da Praça Tiradentes.

Certos de contar com vosso apoio em nosso enlevado propósito Subscrevomo-nos

Atenciosamente



                          ARNALDO VIEIRA DE ALENCASTRE
                             
            CENTRO DE ARTE MARIA TERESA VIEIRA LTDA M.E.
                                           SÓCIO-DIRETOR

                                              
                    INSTITUTO MARIA TERESA VIERA (OSCIP)
                                               PRESIDENTE

Maria TeresaVieira AINDA Vive!

Uma Parte do Caminho...

Caros amigos,
convidamos a todos para a abertura da exposição Uma Parte do Caminho...
com os artistas:
Alexandre Paes
Anderson Lopes
Priscila de Moraes
Tatá Barcelos
Vlad da Hora

Abertura: 02 de Julho às 17h
Exposição de 05 a 29 de julho de 2011

Centro de Arte Maria Teresa Vieira
Rua da Carioca, 85 Centro
Terça a sexta, das 12 às 19hs
Sábado, de 12 às 15hs
Tels.: 21 2533-8438 / 2262-0134
oficinadeartemtv@yahoo.com.br
www.umapartedocaminho.multiply.com
umapartedocaminho@gmail.com

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Naturismo - pinturas de Henrique Resende. Abertura 25 de maio às 19h.


Nestas pinturas ícones da história são despidos completamente, de todos os artifícios e poderes. Contudo, a carne é sacralizada com um processo pictural de integração com um fundo vaporoso criado pelo uso da renda trabalhada com finas camadas de tinta. Faço uso da filosofia naturista para realizar uma pintura que toca numa questão crucial deste início de século: a proposição de um novo olhar na relação ser humano/natureza.

A série NATURISMO busca provocar uma reflexão sobre o bicho humano e pretende, conectada a outras ações, contribuir para uma transformação da sociedade em relação ao planeta.     (Henrique Resende)

Naturismo - pinturas de Henrique Resende. De 25 de maio a 24 de junho de 2011

terça-feira, 30 de novembro de 2010

MINHA VIDA – ARTE-EDUCAÇÃO

Maria Teresa Vieira


(trecho do livro de memórias "Passagens" de Maria Teresa Vieira)

A ausência:
A presença na ausência alimenta. E quando nos damos por inteiro, a marca da ausência fica na presença. Eu tenho observado o seguinte em matéria de arte-educação: por que é que eu entrei nessa história?
O artista e o educador tem um compromisso e uma necessidade de orientar. Não somente o artista orientar, mas inclusive, ser orientado.
O educador era a necessidade, que eu sentia de completar as lacunas da infância. E o respeito de não ficar com as coisas só para mim.
É como se eu precisasse dar sempre ao outro através da arte. Eu acreditava realmente nisso. E até agora eu acredito que através da arte o homem pode se encontrar. É como se ele conhecendo o material, possa conhecer a si mesmo. Ele traçando a linha, está traçando a sua linha. E no continuar, ele vai resolvendo, dando soluções para suas coisas.
Eu sempre achei interessante dizer:
- Quando eu ficar bem, eu venho ter aula de pintura.
Mas justamente, eu achava que a pessoa iria ficar bem, tendo primeiro a aula de pintura, de teatro, de música. Aula para colocar sua criação em movimento, e organizar sua impetuosidade. Canalizando. Ter um ambiente onde propiciar-se o colocar para fora. Dentro desse ambiente iam surgindo situações. E dentro do surgir era como se o homem tivesse uma oferenda para dar à humanidade. Essa oferenda era materializada em atitudes. Quando a pessoa escolhe verbalizar essa oferenda, em forma de literatura, está sempre dando, está sempre militando.
Mas, há pessoas que fazem isso na atitude humana. O dar de cada dia. O viver constante. Organizar para dar à humanidade.
O artista dentro de sua arte, se organiza, O educador seria canalizar essa emoção, organizar essa emoção que cada um traz. Organizar o caótico. Estou me lembrando do meu amigo Willy.
É muito importante ver o caótico de cada um de nós. Ver surgir e depois organizar. Essa organização só vem da continuidade.
E se alguém vem sem saber como organizar as emoções, os gritos, os movimentos? O diretor deverá organizar os gritos. Organizar o caótico é tarefa do diretor, do educador, do professor, do estadista, da dona de casa, do presidente de uma organização.
As consequências do caótico, a continuação do mesmo, só darão dúvidas para o próprio caótico.
É como os altos e baixos de uma música: movimentos fortes e movimentos tranquilos, agudos e graves. Se não, haveria uma angústia muito grande, sem resultado.
É importante a educação do caótico e a presença do mesmo.
Este é o momento de dizer que educar é ajudar, é canalizar.
Mas, para educar, eu tive que me educar, o que não foi muito fácil dentro da educação desordenada de um nordestino. Tive que por em ordem as minhas gavetas desarrumadas. E até ser durona. Em alguns momentos até ser severa. Ser dura até comigo, e com os outros. Eu descobri que às vezes é necessário ser dura, para poder ser flexível em algumas horas. O dar não para dar sim. E ter conhecimento de alguns momentos do outro, de informação do outro, mas de maneira nenhuma ficar de antolhos, querendo aplicar os ensinamentos só de uns, sem ouvir o ensinamento do seu coração.
O educador não deve ser só educador. Ele tem que ser criador. Se ele não criar alguma coisa, ele não vai conseguir saber como passar adiante. Ele tem que resolver o ato da sua própria criação.
Tem o educador que é artista. E tem artista que é educador, e sente necessidade de passar para o outro, não somente a sua técnica, mas passar o sentimento da criação, em todos os minutos, não somente no trabalho que está sendo feito.
O professor deve ter um espírito aberto, e o aluno também, para saber quando vai existir outra aula, sem ser aquela que o aluno está assistindo. Mas, o professor tem que saber quando é que o aluno deverá ter outras informações com outro colega. Ele não deve ser vaidoso para reter o aluno um tempo maior do que o necessário.
O aluno sentirá que está sendo amado, respeitado, e poderá profissionalizar aquilo que está aprendendo, embora seja um trabalho quase como lazer, como um alegria.
Mas, e aquela sensação de carregar pedra, que entrou dentro da humanidade ?
Se não carregamos pedra, pensamos que a coisa não é séria. Dentro da formação que tivemos, a arte será muito forte, quase difícil e triste. É um conceito que temos que pensar e transformar.
Por que a arte não pode ser feliz, prazerosa e lúdica ? Por que a tristeza não pode estar conosco? Por que tem que ser só alegria? Por que lutar pela conquista não pode fazer parte do processo? A dor não faz parte do processo da vida?
E o aluno compreenderá que é uma coisa maravilhosa, a pesquisa constante, a procura, o brinquedo, o sério, o lúdico, o exigente, o suave.
É fundamental numa oficina propiciar ao aluno esses momentos de busca. Quem é que tem tempo de saber o que quer? Tem que ter um lugar onde a pessoa experimente. Faça experimentos, erre. Faça experimentos, erre.
(Maria Teresa Vieira /1996)

terça-feira, 18 de maio de 2010

Oficinas e Cursos 2013

 Centro de Arte Maria Teresa Vieira




ESCOLA-OFICINA

Núcleos de Artes visuais, arte educação, artes e cultura para crianças, jovens e adultos. Sensibilização, expressão, conceitos, técnicas, história, aperfeiçoamento, criatividade e capacitação.

Aulas individualizadas em grupo, sem interferência na criação do aluno, com respeito ao seu processo e objetivo, incentivando a pesquisa interior, ou seja, o que o aluno traz em si, sua bagagem pessoal, valorizando a importância de canalizá-la em busca da sua expressão artística.

ARTES VISUAIS



WORKSHOP Técnica Mista Sobre Alumínio - Nos dias 07 e 14 de maio das 18:30 às 21:30 o artista plástico sueco Ulf Lindell, paralelo a sua exposição no Centro,de Arte, orienta os participantes na realização de trabalhos individuais com técnica mista sobre alumínio, tinta acrílica e impressão.



Oficinas permanentes em andamento

· Iniciação ao desenho e a pintura ................. Roberto Dias

  4ªf. de 18h às 20h e 30min
  sábado 10 às 12h e 30min.

· Desenho e Pintura de Livre Expressão ....... André Dahmer
  5ªf. 18h às 21h

· Escultura em cimento, p. sabão e madeira........ J.C. Branquinho
  4ªf. 14 às 17h e 18h às 21h


· História da Arte: do Moderno ao Contemporâneo ..Istefânia Rubino
  sábado 13h às 15h


. Desenho de modelo-vivo .......................... André Dahmer
  5ªf. 18h às 21h


· Artes Visuais para crianças, jovens e adultos ... Istefânia Rubino
  sábado 10 às 12h.

. Cerâmica de baixa e alta temperatura........... Sonira Melo
  5ªf. 09 às 12h 

. Oficina de Cinema ................................ Alexandre Palma
  4ªf. 19 às 21h e 30min.


. Fotografia Experimental .......................... Eduardo Mariz


TEATRO E LITERATURA

. Oficina de Teatro ..........Bruno Caldeiras e Gustavo Rizotti 
  2ªf. e 5ªf. 18:30 às 20:30

. Criação e Sensibilização Poética ......... Jorge Barbosa Filho 


 Outros em vias de abertura:

. Serigrafia Artística;

. Projetos Culturais e Lei de Incentivo.



Rua da Carioca, 85 - Centro - Rio de Janeiro
tel. (21) 2533.8438 /2262.0137  oficinadeartemtv@yahoo.com.br
Terça a quinta das 12 às 21h, sexta e sábado 12 às 17h